Thursday, December 15, 2011

Primeira carta às esquerdas

O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos surpreende positivamente com suas cartas às esquerdas. Aparentemente, ele não cogitou fazer um trocadilho, mas este lhe caiu bem. Suas cartas se põem bem mais à esquerda do que se afirmam todos que se afirmam "de esquerda", com uma análise bem mais ampla do que eu via nos tempos de doutrinação anticapitalista e antiditadura. Seus textos suscitam reflexão.

Nesta primeira carta, Boaventura (prefiro chamá-lo pelo primeiro nome, bem mais significativo que o sobrenome) lembra que, sem a oposição das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar sua vocação antissocial e, retomando Rosa de Luxemburgo, alerta que é urgente reconstruí-las para evitar a barbárie. Interessante, no entanto, é que ele nos lembra que
"A esquerda é um conjunto de posições políticas que partilham o ideal de que os humanos têm todos o mesmo valor, e são o valor mais alto. Esse ideal é posto em causa sempre que há relações sociais de poder desigual, isto é, de dominação. Neste caso, alguns indivíduos ou grupos satisfazem algumas das suas necessidades, transformando outros indivíduos ou grupos em meios para os seus fins. O capitalismo não é a única fonte de dominação mas é uma fonte importante."
Salienta que o mundo mudou e, graças ao fato de que a posição de esquerda se fez presente e dominou boa parte do século XX:
  1. a diversidade floresceu nas nações;
  2. a democracia só interessa ao Capital como instrumento de acumulação;
  3. o capitalismo é amoral e não entende o que é dignidade humana;
  4. é preciso valorizar as realidades não capitalistas guiadas pela reciprocidade e cooperativismo;
  5. há que lutar contra a dominação da natureza pelo homem;
  6. a propriedade é um bem social se for uma entre várias formas de propriedade e todas devem ser protegidas - há bens comuns, como o ar e a água;
  7. a presença das esquerdas no século passado criou um espírito igualitário que deve ser preservado;
  8. o capitalismo precisa de outras formas de dominação para florescer;
  9. embora o Estado seja meio monstro, meio anjo, tem papel importante para garantir a integridade de outros anjos.
Carta às esquerdas
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5169

Monday, November 28, 2011

Consente Quem Cala, ou O discurso de Vera Paiva, ou a Verdade não se cala

Conheci Vera Paiva, a Veroca, quando éramos estudantes na USP. Ela namorava com Marcelo Garcia, colega da Geologia. Ambos eram conhecidos líderes estudantis. Quando eu era calouro, me contaram que, em 1977, o Coronel Erasmo Dias, na invasão do ENE (Encontro Nacional de Estudantes) que ocorreu na PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, gritava: Cadê a Vera? Cadê o Marcelo?

Somente muitos anos depois vim a saber que é a filha de Rubens Paiva, irmã de Marcelo Rubens Paiva... Quando recebi o texto abaixo, não pude me furtar a contribuir um pouco com ela nessa necessidade tão premente de que a verdade seja contada. Hoje, vendo esse discurso não lido, vejo com clareza que Erasmo Dias perseguia a Verdade, personificada na Veroca - curioso constatar que é exatamente isso que seu nome significa: Verdade...

Confesso que não entendo os motivos de nossos militares para insistir que essa história não seja contada - e não estou ironizando. Nossas Forças Armadas têm honra e dignidade suficientes para poderem mostrar com clareza os erros que foram cometidos e, assim, separar o joio do trigo. Será um passo importante para que a Nação se una em torno da liberdade e da cidadania.

Esta mesma carta foi publicada por Marcelo Rubens Paiva em seu blog.
Conheço, também, Luiz Flávio do Prado Ribeiro, filho do Coronel Luiz Antonio do Prado Ribeiro, encarregado de investigar a bomba do Riocentro, afastado das investigações logo no início por ser um militar digno que - todos sabiam - exporia os fatos. Sim, sempre houve e haverá brasileiros que honrem sua Pátria.

Como escreveu Marcelo Rubens Paiva, dirigindo-se aos militares brasileiros desta nova era: “Vocês pertencem a uma nova geração de generais, almirantes, tenentes-brigadeiros. Eram jovens durante a ditadura (…)Por que não limpar a fama da corporação? 
Não se comparem a eles. Não devem nada a eles, que sujaram o nome das Forças Armadas. Vocês devem seguir uma tradição que nos honra, garantiu a República, o fim da ditadura de Getúlio, depois de combater os nazistas, e que hoje lidera a campanha no Haiti.”

Sinto saudade de ver o Hino Nacional mais bonito do mundo sendo cantado com orgulho nas escolas.

Argemiro
Nota de Vera Paiva:

Seguem as anotações da minha fala que foi cancelada, segundo os jornais de hoje, por pressão dos militares. Assim começa muito mal...

Não fui desconvidada, simplesmente não falei! A minha volta diziam que a Pres. Dilma tinha que viajar e encurtaram a cerimônia, que alguém tinha falado um tempo a mais. Sai para uma reunião na UNB, ainda emocionada com o carinho que dispensou aos familiares e ex-presos políticos, um a um.

Agora entendo o pedido de desculpas da Ministra Maria do Rosário.



O discurso que não foi lido

Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011, 11:00. Palácio do Planalto, Brasília.

Excelentíssima Sra. Presidenta Dilma, querida ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário. Demais ministros presentes. Senhores representantes do Congresso Nacional, das Forças Armadas. Caríssimos ex-presos políticos e familiares de desaparecidos aqui presentes, tanto tempo nessa luta.

Agradecemos a honra, meu filho João Paiva Avelino e eu, filha e neto de Rubens Paiva, de estarmos aqui presenciando esse momento histórico e, dentre as centenas de famílias de mortos e desapare cidos, de milhares de adolescentes, mulheres e homens presos e torturados durante o regime militar, o privilégio de poder falar.

Ao enfrentar a verdade sobre esse período, ao impedir que violações contra direitos humanos de qualquer espécie permaneçam sob sigilo, estamos mais perto de enfrentar a herança que ainda assombra a vida cotidiana dos brasileiros. Não falo apenas do cotidiano das famílias marcadas pelo período de exceção. Incontáveis famílias ainda hoje, em 2011, sofrem em todo o Brasil com prisões arbitrárias, seqüestros, humilhação e a tortura. Sem advogado de defesa, sem fiança. Não é isso que está em todos os jornais e na televisão quase todo dia, denunciando, por exemplo, como se deturpa a retomada da cidadania nos morros do Rio de Janeiro? Inúmeros dados indicam que especialmente brasileiros mais pobres e mais pretos, ou interpretados como homossexuais, ainda são cotidianamente agredidos sem defesa nas ruas, ou são presos arbitrariamente, sem direito ao respeito, sem garantia de seus direitos mais básicos à não discriminação e a integridade física e moral que a Declaração dos Direitos Humanos consagrou na ONU depois dos horrores do nazismo em 1948.

Isso tudo continua acontecendo, Excelentíssima Presidenta. Continua acontecendo pela ação de pessoas que desrespeitam sua obrigação constitucional e perpetuam ações herdeiras do estado de exceção que vivemos de modo acirrado de 1964 a 1988.

O respeito aos direitos humanos, o respeito democrático à diferença de opiniões assim como a construção da paz se constrói todo dia e a cada geração! Todos, civis e militares, devemos compromissos com sua sustentação.

Nossa história familiar é uma entre tantas registradas em livros e exposições. Aqui em Brasília a exposição sobre o calvário de Frei Tito pode ser mais uma lição sobre o período que se deve investigar.

Em Março desse ano, na inauguração da exposição sobre meu pai no Congresso Nacional, ressaltei que há exatos 40 anos o tínhamos visto pela última vez. Rubens Paiva que foi um combativo líder estudantil na luta “Pelo Petróleo é Nosso”, depois engenheiro construtor de Brasília, depois deputado eleito pelo povo, cassado e exilado em 1964. Em 1971 era um bem sucedido engenheiro, democrata preocupado com o seu país e pai de 5 filhos. Foi preso em casa quando voltava da praia, feliz por ter jogado vôlei e poder almoçar com sua família em um feriado. Intimado, foi dirigindo seu carro, cujo recibo de entrega dias depois é a única prova de que foi preso. Minha mãe, dedicada mãe de família, foi presa no dia seguinte, com minha irmã de 15 anos. Ficaram dias no DOI-CODI, um dos cenário de horror n aqu eles tempos. Revi minha irmã com a alma partida e minha mãe esquálida. De quartel em quartel, gabinete em gabinete passou anos a fio tentando encontrá-lo, ou pelo menos ter noticias. Nenhuma noticia.

Apenas na inauguração da exposição em São Paulo, 40 anos depois, fizemos pela primeira vez um Memorial onde juntamos família e amigos para honrar sua memória. Descobrimos que a data em que cada um de nós decidiu que Rubens Paiva tinha morrido variava muito, meses e anos diferentes...Aceitar que ele tinha sido assassinado, era matá-lo mais uma vez.

Essa cicatriz fica menos dolorida hoje, diante de mais um passo para que nada disso se repita, para que o Brasil consolide sua democracia e um caminho para a paz.

Excelentíssima Presidenta: temos muitas coisas em comum, além das marcas na alma do período de exceção e de sermos mulheres, mãe, funcionária pública. Compart ilhamos os direitos humanos como referência ética e para as políticas públicas para o Brasil. Também com 19 anos me envolvi com movimentos de jovens que queriam mudar o pais. Enquanto esperava essa cerimônia começar, preparando o que ia falar, lembrava de como essa mobilização começou. Na diretoria do recém fundado DCE-Livre da USP, Alexandre Vanucci Leme, um dos jovens colegas da USP sacrificados pela ditadura, ajudei a organizar a 1a mobilização nas ruas desde o AI-5, contra prisões arbitrárias de colegas presos e pela anistia aos presos políticos. Era maio de 1977 e até sermos parados pelas bombas do Coronel Erasmo Dias, andávamos pacificamente pelas ruas do centro distribuindo uma carta aberta a população cuja palavra de ordem era

HOJE, CONSENTE QUEM CALA.

Acho essa carta absolutamente adequada para expressar nosso desejo hoje, no ato que sanciona a Comissão da Verdade . Para esclarecer de fato o que aconteceu nos chamados anos de chumbo, quem calar consentirá, não é mesmo?

Se a Comissão da Verdade não tiver autonomia e soberania para investigar, e uma grande equipe que a auxilie em seu trabalho, estaremos consentindo. Consentindo, quero ressaltar, seremos cúmplices do sofrimento de milhares de famílias ainda afetadas por essa herança de horror que agora não está apoiada em leis de exceção, mas segue inquestionada nos fatos.

A nossa carta de 1977, publicada na primeira página do jornal o Estado de São Paulo no dia seguinte, expressava a indignação juvenil com a falta de democracia e justiça social, que seguem nos desafiando. O Brasil foi o último país a encerrar o período de escravidão, os recentes dados do IBGE confirmam que continuamos uma país rico, mas absurdamente desigual... Hoje somos o último país a, muito timidamente mas com esperança, começar a fazer o que outros países que viveram ditaduras no mesmo período fizeram. Somos cobrados pela ONU, pelos organismos internacionais e até pela Revista Economist, a avançar nesse processo. Todos concordam que re-estabelecer a verdade e preservar a memória não é revanchismo, que responsáveis pela barbárie sejam julgadas, com o direito a defesa que os presos políticos nunca tiveram, é fun damental para que os torturadores de hoje não se sintam impunes para impedir a paz e a justiça de todo dia. Chile e Argentina já o fizeram, a África do Sul deu um exemplo magnífico de como enfrentar a verdade e resgatar a memória. Para que anos de chumbo não se repitam, para que cada geração a valorize.

Termino insistindo que a DEMOCRACIA SE CONSTRÓI E RECONSTRÓI A CADA DIA. Deve ser valorizada e reconstruída a CADA GERAÇÃO.

E que hoje, quem cala, consente, mais uma vez.

Obrigada

Vera Paiva

Universidade de São Paulo - PST & NEPAIDS

av. Prof. Mello Moraes, 1721 SP- Brasil 05508-030

tel 55-11-30914184 /30914362 fax 30914460

Thursday, October 20, 2011

O vagalume e o sapo

Meu pai me ensinou uma poesia que, até onde sei, seria de Catulo da Paixão Cearense:

O vagalume e o sapo

Em meio da espessura,
um vagalume a volitar,
a iluminar com sua lamparina
esperaldina
a noite escura.
Aproximou-se um sapo, repelente,
que lhe alvejando o vírus, iracundo,
fê-lo apagar sua luz fosforescente
caindo ao chão, já quase moribundo.
E o vagalume perguntou-lhe, então:
-"Ó sapo vil, imundo,
por que cuspiste sobre mim
teu vírus nauseabundo?"
E o sapo sapejou-lhe:
-"Se fosses mais sagaz
e se melhor pensasses
esta pergunta asnal não me farias.
Inseto luminoso! Eu não te cuspiria
se não tivesses luz,
se não brilhasses!"

Saturday, October 15, 2011

Bebê nerd aprende a diferença entre revista e iPad

Uma bebezinha tenta usar uma revista como se fosse um i-pad. Comentário do pai (ou da mãe): "Para minha filha, uma revista é um iPad que não funciona. Será assim por toda a vida. Steve Jobs programou seu sistema operacional."

Comentário de um internauta: Esta gente que usa iPads é tão inteligente, que nem sequer sabe que não pode filmar "ao alto".

Copiado do Correio da Manhã português.

O que interessa é observar que uma criança pequena experimenta o mundo à sua volta. Seu "sistema operacional" ainda está sendo programado... por ela.

Monday, September 12, 2011

O leão e a professora

Estava lendo meus e-mails quando deparei com a mensagem abaixo, repassada por Max Brandão Cirne Júnior, filho do autor deste desabafo. Para esclarecer a todos, Planserv é o plano de saúde dos servidores estaduais, os funcionários públicos do Estado da Bahia. Recentemente, o governo do Estado, eleito pelo meu partido - o PT -, mandou uma proposta para a Assembleia Legislativa da Bahia para reduzir os custos desse plano, através de cortes nos atendimentos.

Pois bem, seria fácil apenas criticarmos o Governo, que olha para o "macro" e esquece que o conjunto é feito de indivíduos. Vejamos, porém, que o problema transcende a questão político-administrativa e passa a ser cultural. A imprensa toda se mobiliza para ajudar um leão mas não se sensibiliza com a terrível situação de uma professora. Não quero isentar, com este comentário, aquilo que considero responsabilidade do Governo - insisto que não se pode fechar os olhos para a situação individual. Mas que estou cansado de ver o povo se emocionar com os bichinhos e deixar de lado as pessoas, ah! isso estou mesmo!

Leia o texto abaixo, de autoria de Max Brandão Cirne, um pai indignado.

Argemiro Garcia

O leão Ariel e a minha filha

Max Brandão Cirne

Ontem
a televisão anunciou a morte do leão ARIEL depois de padecer por muito tempo de paralisia das patas dianteiras e traseiras. Programas de televisão já haviam feito reportagens falando do seu sofrimento, médicos veterinários se ofereceram gratuitamente para tratá-lo, se revezando dia e noite. Montaram uma UTI de última geração na casa em São Paulo, enquanto milhares de reais foram doados pelas pessoas. A imprensa brasileira e a de outros países noticiaram com grandes manchetes a sua morte e os canais de televisão deram grande destaque pela morte do coitadinho do Ariel.

Mas, afinal o que tem a ver o ARIEL com a minha filha?

Ela está com sete cistos no cérebro que crescem na proporção de meio milímetro por mês. É uma professora com pós graduação, mãe de família, diretora abnegada de uma escola pública, paga um plano de saúde chamado PLANSERV, já teve negado quatro (4) pedidos pelo Estado da Bahia e corre sério perigo de vida conforme os laudos médicos, a imprensa nunca a entrevistou, não recebe nenhuma doação como aquelas que abarrotaram a casa do Ariel, nem estamos pedindo, o médico cobra cem mil para operá-la, nenhum médico se ofereceu gratuitamente para realizar a operação nem acompanhá-la dia e noite com aquela mesma abnegação dos médicos do Ariel.

Moral da história.

Neste país é melhor ser bicho do mato que ser professor do Estado.

E ainda tem gente que sonha em ser professor...

Max Brandão Cirne
Santo Antonio de Jesus
(75) 8803-1829

Max Brandão Cirne Júnior
(75) 8818-4262 (Celular)
(75) 8207-4341 (Celular)
(75) 3162-1407 (Trab Diurno)
(75) 3632-4731 (Trab Noturno)

Sunday, August 14, 2011

Berlusconi e a aposentadoria feminina

Emir Sader, no Twitter, comentou que "Berlusconi gosta das mulheres - inclusive as menores de idade - para bunga-bunga. Mas elevou a idade de aposentadoria delas para 65 anos."

Isso me fez lembrar de uma velha piada - de velha -, contada pelo velho e grande amigo Sérgio Saad, no Colégio Roosevelt dos tempos em que não se discutia o que seria politicamente correto:

Dizem que, num daqueles momentos de crise mais braba, uma velha senhora procurava alguma atividade que lhe garantisse comida para sobreviver. Passando em frente a uma fila de mulheres, perguntou a uma delas do que se tratava.

A moça, que estava na fila de candidatas a prostituta de um novo bordel que se abria, ficou com vergonha e mentiu: disse que era a seleção de pessoas para colher laranjas.

A velhinha se afastou, sabendo que não daria conta de um trabalho assim pesado. Mas a fome apertou e ela voltou, entrando na fila.

Chegando sua vez, o selecionador, surpreso com a sua idade, perguntou-lhe:

- "Nossa, vovó! A senhora ainda trepa?" E ela respondeu, sorrindo:

- "Trepar não trepo, mas chupo!"

Tuesday, July 26, 2011

Sarney e o torturador, Ustra e o presidente


De todas as atitudes que o ex-presidente José Sarney já tomou, talvez esta seja a mais emblemática: sentar-se no banco das testemunhas de defesa do Coronel Brilhante Ustra, chefe das torturas do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações -DOI - do Centro de Operações de Defesa Interna - CODI) paulista.

Ustra é julgado pela sua responsabilidade na morte do jornalista Luiz Eduardo Merlino que, aos 23 anos de idade, sucumbiu após um dia inteiro de sevícias no pau-de-arara.

A crueldade dos torturadores que se deliciavam em cortar e arrebentar a carne de outras pessoas é de uma falta completa de humanidade. De Sarney, só podemos pensar que, ou ele resolveu ser coerente, ou está sendo pressionado a depor, mesmo contra seus próprios interesses.


Leia os detalhes no Congresso em foco:
Sarney e o torturador, Ustra e o presidente

Monday, July 25, 2011

China será a dona do mundo?

Será a China a potência do século XXI?

Para Emir Sader, essa questão está em aberto. O fato é que os Estados Unidos, com sua dívida de 14 trilhões de dólares, não tem demonstrado que conseguirá se segurar muito tempo. Aposto que vão botar a culpa no Obama! (e ainda tem gente que acha que o Brasil deve muito e que os Estados Unidos são um exemplo a se seguir!)

Tenho dúvidas em relação a esse potencial todo da China. Sem dúvida, a grande chance é que desponte como a potência que sempre foi. O caso é que está se afastando do socialismo, da mesma forma que a Rússia o fez. Parece que o período de Socialismo de Estado foi uma mera etapa de acumulação primitiva. Será isso mesmo? O Capitalismo tem muito fôlego!

Diário da Nova China (1): O século XXI será chinês
22/7/2011
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=724

Tuesday, July 12, 2011

Juíza de Brasília suspende resgate de trabalhadores escravos

A empresa agrícola Infinity Agrícola mantinha mais de 800 trabalhadores em condições desumanas, de verdadeira escravidão, numa fazenda de sua propriedade no município de Navaraí, no Mato Grosso do Sul, com alojamentos de baixíssima qualidade, sem agasalhos, sem sanitários e nem equipamentos de segurança. A jornada de trabalho superava o permitido pela lei.

De acordo com a coordenadora nacional do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), Camilla Vilhena Bemergui, várias irregularidades foram constatadas nas frentes de trabalhos, como falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), EPIs estragados, EPIs não repostos; e também nos alojamentos, como problemas com esgotamento de dejetos. Além disso, na frente de trabalho do corte de cana, o grupo era submetido a intempéries. "Os trabalhadores eram obrigados a atuar sob chuva e expostos a temperaturas muito baixas, cerca de 10 graus", destaca.

“No entanto, ontem, (quarta-feira, 6), a equipe do Grupo Móvel tomou ciência da decisão da 20ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, que, atendendo a mandado de segurança movido pela empresa autuada, mandou suspender os efeitos da interdição da frente de corte manual, da ordem de rescisão indireta dos contratos de trabalho do grupo, e, preventivamente, impedindo a inclusão da empresa na lista suja”, relata a coordenadora.

Para a juíza Marli Lopes Nogueira, da 20ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, o trabalho escravo não pode ser interrompido antes de completada a colheita da safra de cana. Foi esse o conteúdo da liminar que ela concedeu à empresa INFINITY AGRÍCOLA, suspendendo a operação de resgate.

Para saber mais e constatar a veracidade desta notícia, visite:

"JUÍZA" ANULA A LEI ÁUREA – O QUE IMPORTA É A CANA
http://brasilmobilizado.blogspot.com/2011/07/juiza-anula-lei-aurea-o-que-importa-e.html


Fiscalização Móvel resgata 827 pessoas de regime de trabalho degradante
http://portal.mte.gov.br/imprensa/fiscalizacao-movel-resgata-827-pessoas-de-regime-de-trabalho-degradante.htm


Juíza desautoriza a libertação de 817 trabalhadores em situação análoga à escravidão
http://amambainoticias.com.br/cidades/juiza-desautoriza-a-libertacao-de-817-trabalhadores-em-situacao-de-escravidao


Notícias sobre a Infinity Agrícola:

Infinity pede recuperação judicial
http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/politica-economia/45188-infinity-pede-recuperacao-judicial.html


Prejuízos do grupo Infinity se acumulam em 2010 e agravam calote a produtores rurais
http://www.direitorecuperacional.com/2011/05/prejuizos-do-grupo-infinity-se-acumulam.html

Thursday, June 30, 2011

1945-2011: o que a mídia não disse de Paulo Renato

Texto de Idelber Avelar no site da Revista Fórum faz as devidas "homenagens" ao ex-ministro da Educação de FHC, tucano-fundador, relembrando que o seu "legado" é marcado pelo "maior êxodo de pesquisadores da história do Brasil, nem uma única universidade ou escola técnica federal criada, nem um único aumento salarial para professores, congelamento do valor e redução do número de bolsas de pesquisa, uma onda de massivas aposentadorias precoces (causadas por medidas que retiravam direitos adquiridos dos docentes), a proliferação do "professor substituto" com salário de R$400,00 e um sucateamento que impôs às universidades federais penúria que lhes impedia até mesmo de pagar contas de luz."

Para ler o texto completo, clique aqui:
http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2011/06/28/o-que-voce-nao-leu-na-midia-sobre-paulo-renato-1945-2011-2/

Wednesday, June 15, 2011

Frangos nos EUA têm arsênico

A FDA, agência estadunidense responsável por garantir a qualidade de alimentos e remédios, divulgou informação de que a carne dos frangos daquele país pode apresentar alguma contaminação com arsênico. Segue abaixo a íntegra da nota da FDA:

Arsênico existe no meio ambiente como uma substância natural ou como contaminante e é encontrado na água, ar, solo e alimentos. Artigos científicos indicam que o arsênico orgânico, uma forma menos tóxica do arsênico e a forma presente no 3-Nitro ® (roxarsone), uma droga aprovada para o trato de animais, pode se transformar em arsênico inorgânico. Em resposta, os cientistas do Centro do FDA para a Medicina Veterinária e do Centro de Segurança Alimentar e Nutrição Aplicada desenvolveram um método analítico capaz de detectar níveis muito baixos de arsênico inorgânico em tecidos comestíveis.

Usando o novo método, os cientistas da FDA descobriram que os níveis de arsênico inorgânico nos fígados dos animais tratados com 3-Nitro ® estão aumentados, em relação aos níveis nos fígados dos frangos usados como referência.

A Alpharma, uma filial da Pfizer, Inc., decidiu voluntariamente suspender a venda do 3-Nitro® e dar apoio a um processo organizado de suspensão do uso do produto nos Estados Unidos. O plano da Alpharma prevê a continuação das vendas de 3-Nitro® por 30 dias a partir de 8 de junho de 2011. A empresa afirmou que permitir as vendas por esse período dará tempo aos produtores de animais fazerem a transição para outras estratégias de tratamento e ajudará a assegurar que a saúde animal e as necessidades sociais sejam atendidas. Os oficiais do FDA salientam que os níveis de arsênico inorgânico detectados são extremamente baixas e que continuar a comer frango até que o 3-Nitro® seja retirado do mercado não representa risco para a saúde.

Link para a nota da FDA:
3-Nitro (Roxarsone) and Chicken
http://www.fda.gov/AnimalVeterinary/SafetyHealth/ProductSafetyInformation/ucm257540.htm

LInk para o blog de Luís Nassif:
FDA admite: carne de frango contém cancerígeno
Finalmente o FDA admite que a carne de frango contem arsênio causador de câncer

Mike Adams


Depois de anos varrendo o problema para debaixo do tapete na esperança que ninguém notasse. O FDA finalmente admitiu que a carne de frango vendida nos EUA contém arsênio, uma substância química cancerígena que é fatal em doses elevadas. Mas a verdadeira história é de onde vem esse arsênio: Isso é adicionado à ração dos frangos de propósito! (☠é “fermento” para o crescimento dos galináceos, tu se lembras do boi Ben Johnson?).
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/fda-admite-carne-de-frango-contem-cancerigeno

Thursday, June 09, 2011

Bahia com H maiúsculo

Jonas Paulo, presidente estadual do PT da Bahia

Vemos mais uma tentativa de separatismo do território baiano; o desmembramento da Bahia em um novo Estado, reflete uma tentativa desesperada de repaginação de um passado da Bahia e, nos sugere, uma tentativa de restabelecer formas de controle oligárquico do poder, na velha fórmula “dividir para melhor reinar”. Aliás, silenciaram sobre o assunto no passado recente, em que a região Oeste completamente abandonada, assistia passivamente a Bahia ser governada de frente para o mar e de costas para o interior.

Hoje, a região destaca-se por possuir abastados recursos de crédito; o projeto da Ferrovia Oeste-Leste; a criação da Universidade Federal do Oeste; as obras das estradas e a Hidrovia; a ampliação de PCHs;investimentos na industrialização do Agronegócio, além da ampliação do ensino técnico.

Fatos, que por si só, revelam o cuidado e a atenção que o Governo da Bahia em parceria com o Governo Federal está dando a região.

A questão central do Oeste Baiano é o frágil Bioma do Cerrado, berço de grandes rios nacionais, que está bastante impactado com a agricultura intensiva e o agastamento da terceira maior reserva de água doce do País (o Aqüífero Urucuia), exige que o desenvolvimento ocorra com sustentabilidade ambiental.

A proposta de criação de qualquer novo Estado deveria ser compreendida no contexto de um reordenamento territorial de todo o País, que demandaria uma grande Reforma Administrativa.

Portanto, é no mínimo temerário propor tal medida numa região de economia monolítica, com elevado grau de risco ambiental, sem infra-estrutura ou logística apropriada, com baixa arrecadação e uma pobreza social extrema, apenas para satisfazer interesses políticos imediatistas.

A Bahia que passa por um momento de crescimento econômico pujante e um momento político democrático invejável, proporcionado pela mudança liderada por Wagner, Lula e Dilma, não pode deixar escapar a oportunidade de diminuir as desigualdades regionais, sociais e de unir o seu povo. Da Bahia, não se tira nem o H...

Wednesday, May 18, 2011

Nota de Jorge Solla sobre o Dia da Luta Antimanicomial

Segue nota enviada pelo Secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla:

18 de maio é o dia que marca a Luta Antimanicomial! Ao contrário do que tentam insistentemente convencer a sociedade esta tem sido uma das estratégias mais bem sucedidas do SUS. Podemos constatar uma verdadeira transformação no modelo de atenção voltado à saúde mental. Dos grandes manicômios que afastavam indefinidamente os pacientes psiquiátricos do convívio de suas famílias e da sociedade para uma assistência predominantemente ambulatorial, com ações no âmbito da urgência/emergência e com internações quando houver indicação, reduzindo o número e o tempo de permanência. No Governo Lula esta reforma obteve excelentes resultados. Em apenas oito anos (2003-2010) o número de Centros de Atenção Psicosocial (CAPs), serviços voltados para assistência ambulatorial aos portadores de transtornos mentais, passou de 424 para 1.620 serviços. Assim o número de CAPs por habitante quadruplicou. Os CAPs especializados na atenção a dependência química (álcool e outras drogas) aumentaram cinco vezes. As residências terapêuticas, destinadas a desinstitucionalização de pacientes psiquiátricos de longa permanência, sem laços familiares possíveis de serem retomados passaram de 141 para 570 serviços e os beneficiários do Programa de Volta para Casa, criado em 2003, já somam 3.635 pessoas que retornaram para o convívio de suas famílias e recebem um benefício financeiro mensal para apoiar seu sustento. No outro lado, o número de leitos para internação hospitalar em psiquiatria reduziu de 51.393 em 2002 para 32.735 em 2010 (menos 36%). E mais, o perfil dos hospitais psiquiátricos mudou: em 2002 apenas 24,1% destes tinham até 160 leitos e 29,4% mais de 400; em 2010, 48,7% possuíam até 160 leitos e apenas 11,6% mais de 400 leitos. Por fim, cabe destacar que o tempo de permanência durante internações psiquiátricas diminuiu de 63,8 dias em médias em 2002 para 51,5 em 2010. Na Bahia estes avanços também podem ser observados na Gestão Jaques Wagner, seguindo a orientação nacional do SUS. O número de internações psiquiátricas pelo SUS na Bahia reduziu de 9.144 em 2006 para 5.866 em 2010. Enquanto em 2006, 54,2% das internações psiquiátricas pelo SUS na Bahia foram em hospitais privados, em 2010 inverteu, com 54,3% em unidades públicas. De 88 CAPs na Bahia em 2006 passamos para 180 em 2010 e em abril de 2011 já chegamos a 191 serviços em 153 municípios. Hoje a Bahia é o quinto estado em número de CAPs por habitante, 43% acima da média nacional. Os CAPs saíram de pouco mais de 1,1 milhões de procedimentos realizados em 2006 para mais de 2,6 milhões em 2010. Os especializados em álcool e outras drogas que fizeram 39 mil procedimentos em 2006 alcançaram em 2010 mais de 206 mil. Cabe destacar que como a gerência dos CAPs é municipal a qualidade dos serviços prestados não é homogênea, dependendo da prioridade dada por cada município. O Hospital Lopes Rodrigues em Feira de Santana, que já teve mais de 1.000 internos em tempos nada saudosos, caiu de 500 leitos em 2004 para 300 leitos atuais e em 2010 não alcançou ocupação total. O Hospital Afrânio Peixoto em Conquista, único em todo o Sudoeste da Bahia, que já abrigou mais de 100 pacientes, tem atualmente apenas 50 leitos ativos com ocupação média de 50% destes leitos em 2010. A taxa de permanência dos pacientes psiquiátricos também na Bahia vem reduzindo ficando na média estadual em torno de 52 dias, sendo que em metade dos hospitais fica em torno de um mês. Com o sucesso da reforma psiquiátrica e o número de leitos desta especialidade ociosos nos hospitais públicos estaduais em Feira de Santana e Conquista a Secretaria da Saúde do Estado está preparando um projeto para readequar parte dos leitos destes hospitais para atenção a dependentes químicos, especialmente nos quadros que demandem desintoxicação em ambiente hospitalar.

Friday, April 22, 2011

Wagner faz a barba por uma boa causa

A pergunta que não quer calar é o porquê de o governador baiano ter decidido tirar a barba em troca da doação, pela Gillete, de R$ 500 mil para o Instituto Aírton Senna.

Terá sido inspiração da performance da "viúva" do corredor, a pin up Adriane Galisteu, nas ilhas gregas, "depilando a crica", como dizia o clássico poeta Bernardo Guimarães?

Ou teria sido o receio de, ao doar para uma instituição de nosso Estado, gerar ciúmes e ser obrigado a outros episódios depilatórios - o que o reduziria à situação de sósia de Espiridião Amin? Afinal, o catarinense já faz parte da base de Dilma.


Wagner, o governador baiano, depois da depilação, ficaria parecido com Amin, o eterno senador catarinense?

Como avaliamos o julgamento alheio

A neurocientista Rebeca Saxe dá um show ao explicar como as pesquisas demonstram a forma como desenvolvemos a capacidade de interpretar - e julgar - o pensamento e os atos das outras pessoas, e onde essa habilidade funciona em nossos cérebros.

Veja abaixo. Escolha o idioma em que deseja ver a legenda. Vídeo hospedado no TED.


Tuesday, April 19, 2011

PSDB se tornou o partido da direita e dos ricos

Está na hora de trocar o tucano pelo gavião?
 

No blog da Dilma podem-se ler trechos da entrevista que o ex-ministro de FHC, Bresser Pereira, deu ao jornal Valor Econômico:

O ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira acaba de eliminar seu último vínculo com a política institucional: declarou-se desligado do PSDB — que, segundo ele, caminhou de forma definitiva para a direita ideológica. O desligamento partidário marca também o retorno do intelectual à sua origem desenvolvimentista.
Em entrevista a Maria Inês Nassif, do Valor Econômico, Bresser-Pereira admite que não escapou à sedução do neoliberalismo, nos anos 90. Mas define uma diferença de origem entre ele e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como intelectuais: o nacionalismo. Segundo o ex-ministro, a teoria da dependência associada, de Fernando Henrique, caiu como uma luva para a esquerda americana — não por intenção do autor mas por conveniência do “império”.

No governo, FHC não se contradisse: a teoria da dependência associada pregava o crescimento do país com capital externo. O caráter não nacionalista dos governos tucanos era absolutamente compatível com a teoria da dependência associada do intelectual Fernando Henrique.

Leia no blog da Dilma trechos da entrevista.

É Bresser Pereira quem diz: "Eu estava fazendo a reforma gerencial, que era uma reforma essencialmente para fortalecer o Estado social, pois era a reforma dos serviços sociais e científicos do Estado. Mas fiquei surpreso com duas coisas dentro do governo: uma, que não havia nenhuma perspectiva nacional, não havia nenhuma distinção entre empresa nacional e estrangeira."

Muito pelo contrário: Fernando Henrique dizia forte e firmemente que não havia essa diferença, que era tudo rigorosamente igual — e isso é bobagem, é coisa que os americanos e europeus contam para nós, mas nunca praticaram. Aquilo me deixava muito incomodado. E a outra coisa que me deixou muito incomodado foi a política econômica.
(...)
Fiz dois papers. Um, que se chama “O conceito de desenvolvimento do Iseb” e outro, mais interessante, que se chama “Do Iseb e da Cepal à teoria da dependência”, em que vou fazer a crítica da dependência.

Foi em 2004. Para fazer esse paper, fui rever as ideias do Fernando Henrique. Eu sabia que ele tinha deixado de ser esquerda, mas eu também tinha deixado um pouco de ser esquerda. Eu continuava um pouco e ele tinha deixado de ser mais do que eu. Mas o que não era claro para mim era a parte nacionalista, a parte de poupança externa, essas coisas.

Aí fui ler outra vez o livro clássico dele e do Enzo Faletto (Dependência e Desenvolvimento na América Latina). E vi que Fernando Henrique estava perfeitamente coerente. O que é a teoria da dependência? É uma teoria que vai se opor à teoria cepalina, ou isebiana, do imperialismo e do desenvolvimentismo, que defende como saída para o desenvolvimento uma revolução nacional, associando empresários, trabalhadores e governo, para fazer a revolução capitalista. O socialismo ficava para depois.

(...)Fernando Henrique e o Enzo Faletto disseram que (...) as multinacionais é que seriam a fonte do desenvolvimento brasileiro, cresceríamos com poupança externa. Era a subordinação ao império. Claro que o império ficou maravilhado. A teoria da dependência foi um grande sucesso — os outros liam e faziam suas interpretações.

Na prática, era uma maravilha: a esquerda americana, que se reúne nas conferências da Latin America Student Association, nos Estados Unidos, encontrava um homem democrático de esquerda que via nos Estados Unidos um grande amigo na luta pela justiça social. Quando fiz essa revisão, estava começando a romper com o PSDB.

Sunday, April 10, 2011

A mãe das trigêmeas

No caso das trigêmeas geradas por tecnologia reprodutiva no Paraná, sabe-se que o pai qur apenas duas delas, escolhendo as "mais sadias". Sabiamente, o Conselho Tutelar negou-lhe a guarda das filhas até o Tribunal se pronunciar. Mas, e a mãe? Glória Perez, no twitter, aponta artigo de Débora Diniz, que chama a atenção para uma questão importante: e a mãe das trigêmeas do Paraná, das quais o pai (seu marido) deseja rejeitar?

Assunto discutido no artigo E o que pensa a mãe?, de Débora Diniz, no Estadão.

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,e-o-que-pensa-a-mae,704297,0.htm

Monday, April 04, 2011

A onipotência da ciência e da técnica: um sonho irrealizável

A Revista IHU, da Unisinos, publicou uma entrevista com o filósofo italiano Mario Signore, com o título A onipotência da ciência e da técnica: um sonho irrealizável.

O pensador afirma que o ser humano vive a ilusão de que um dia poderá dominar todas as forças da Natureza. Segundo ele, "continuaremos a ter medo, a sermos inseguros e isto nos torna irremediavelmente humanos".

Confira a entrevista:
A onipotência da ciência e da técnica: um sonho irrealizável
http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3726&secao=355


Caso não esteja mais disponível, avise que a postarei aqui.

Sunday, March 13, 2011

Tragédias naturais expõem perda da noção de limite

Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa, no século XVIII, que envolveu alguns dos principais pensadores da época. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas, construindo inclusive usinas nucleares nestas áreas. A idéia de limite se perdeu e a maioria das pessoas não parece muito preocupada com isso. O artigo é de Marco Aurélio Weissheimer.

Friday, March 04, 2011

Soldados de Kadhafi atacam Brega


Pelo jeito, os soldados de Kahhaffi - ou Gadhafe, ou sei lá como! Largaram o livro verde, as armas e caíram na farra!

Friday, February 04, 2011

Romário é flagrado jogando futevôlei em dia de sessão legislativa

| SRZD | Rio+ | 04/02/2011 |

Enquanto o execrado deputado federal semianalfabeto Tiririca compareceu à Câmara, cumprindo sua obrigação de deputado eleito, Romário (PSB) foi flagrado jogando futevôlei na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, durante a primeira sessão legislativa no Parlamento deste ano, nesta quinta-feira, segundo o jornal "Extra".

Segundo a publicação, Romário compareceu ao Congresso na parte da manhã, ganhou presença e voltou de avião para o Rio de Janeiro. A sessão não era deliberativa, não tinha presença obrigatória, e, por esse motivo, quem faltasse à sessão não teria descontos no salário.

Apesar disso, parlamentares de vários estados brasileiros estiveram presentes, apresentando 170 projetos de lei, uma emenda constitucional, cinco projetos resolução e três projetos de lei complementar. Entre eles, o depurato Jean Wyllys (Psol), o deputado Hugo Leal (PSC) e o deputado Otávio Leite (PSDB).

Romário é flagrado jogando futevôlei em dia de sessão legislativa
http://www.sidneyrezende.com/noticia/119722+romario+e+flagrado+jogando+futevolei+em+dia+de+sessao+legislativa

Thursday, February 03, 2011

Falece Maria Schneider, atriz de O Último Tango em Paris


A atriz Maria Schneider, protagonista de O Último Tango em Paris, faleceu aos 58 anos, ao que tudo indica, de câncer. Em 1972 ela estrelou o polêmico filme do diretor Bernardo Bertolucci, censurado, entre outros países, no Brasil, pelo moralismo de nossa Ditadura Militar.

O filme retratava a paixão entre um norte-americano quarentão (Marlon Brando) e uma jovem parisiense, por ela representada.

A cena mais famosa, que marcou a cultura pop, foi uma em que Brando a lubrifica com manteiga e a viola. A respeito dessa cena, a atriz afirmou que de fato se sentiu violada e que suas lágrimas foram verdadeiras. Explicou que só ficou sabendo o que aconteceria na hora da filmagem e que, felizmente, só foi rodado um "take".

Maria Schneider, de "O Último Tango em Paris", morre aos 58 anos
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/02/03/maria-schneider-de-ultimo-tango-em-paris-morre-aos-58-anos-923728152.asp

Morreu Maria Schneider, de «Último Tango em Paris»
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=181&id_news=492247


Morreu Maria Schneider de "Último Tango em Paris"
http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1774844&seccao=Cinema


Morreu actriz de ‘O Último Tango em Paris’
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/lazer/cultura/morreu-actriz-de-o-ultimo-tango-em-paris


Tiririca começa a saber o que faz um deputado

Tiririca começa a saber o que faz um deputado
| Congresso em Foco | 03/02/2011 |

Novato no Congresso, o deputado Tiririca (PR-SP) dedicou alguns minutos de seu terceiro dia de mandato para se informar sobre como marcar presença em plenário na Câmara. Ele consultou na tarde desta quinta-feira (3) a segurança da Casa para saber por que os teclados eletrônicos de presença não estavam funcionando. Como hoje é dia de sessão não-deliberativa, foi informado de que a anotação de presença é feita apenas nas entradas da Câmara.

“O senhor marca lá nos primeiros 15 dias. Depois, tem um funcionário que o identifica e faz a marcação para o senhor”, explicou o segurança a Tiririca. Há muito tempo, um grupo de servidores mais antigos reconhece os parlamentares pela fisionomia e faz a anotação de presença na Câmara assim que eles entram na Casa. Com Tiririca, certamente essa tarefa será mais fácil.

Depois de receber as instruções da segurança, o deputado mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, cumprimentou o colega Henrique Oliveira (PR-AM), que tem quase 2 metros de altura. “Ô, grandão...”, disse Tiririca.

Durante a campanha eleitoral, os dois usavam o mesmo número na urna: 2222. Na campanha de Henrique Oliveira no Amazonas, Tiririca aparecia ao lado do colega e dizia: “Você sabe o que é que um deputado federal faz? Na realidade eu não sei, mas o Henrique Oliveira vai me ensinar”. Em outra propaganda, chamava Henrique de “grandão” e “lindo”.

Anteontem (1º), Tiririca já havia dito que iria aprender com os colegas como ser deputado. “Vamos aprender com a galera toda aí, com os veterano, com os que estão chegando agora. Vamos aprender, se Deus quiser”, afirmou ele.

Na sua campanha eleitoral, Tiririca usava frases de efeito como “Vote no abestado”, “Vote em Tiririca. Pior que tá não fica”. O mais famoso era este: “Você sabe o que faz um deputado federal? Eu também não. Vote em mim que eu te conto”.

http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=politica&cod=9009

Monday, January 31, 2011

Governo federal estuda mudar remédio para hepatite C

SIS SAÚDE
12/01/2011

Interferon poderá ser oferecido por apenas um fabricante


Grupos de portadores de hepatite C vão entrar nesta semana com uma representação no Ministério Público Federal contra o Ministério da Saúde. O objetivo é obrigar a pasta a manter, na rede pública, o fornecimento de dois tipos de interferon peguilado - principal droga usada no tratamento da doença.

O SUS oferece atualmente o Interferon Alfa 2a - comercialmente conhecido como Pegasys e fabricado pela Roche - e o Interferon Alfa 2b - chamado Peg-Intron, da Merck Sharp & Dohme. O ministério estuda realizar uma licitação para comprar a droga de apenas um fabricante, a um custo mais baixo.

Embora tenham o mesmo princípio ativo, os dois medicamentos são metabolizados de forma diferente pelo organismo. "Existem pacientes que não respondem a uma droga e se curam com a outra. Portanto, é preciso manter as duas", afirma Francisco Martucci, do grupo C Tem Que Saber C Tem Que Curar.

Procurado pela reportagem, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informou que as duas fórmulas continuarão disponíveis. "Uma das formulações abastecerá a necessidade nacional, enquanto a outra será adquirida especificamente para completar o tratamento dos pacientes em uso, evitando interrupções, e para atendimento de situações especiais", diz a nota do departamento. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Autor: Redação
Fonte: G1

Via: SIS Saúde
http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=9470