Friday, April 22, 2011

Como avaliamos o julgamento alheio

A neurocientista Rebeca Saxe dá um show ao explicar como as pesquisas demonstram a forma como desenvolvemos a capacidade de interpretar - e julgar - o pensamento e os atos das outras pessoas, e onde essa habilidade funciona em nossos cérebros.

Veja abaixo. Escolha o idioma em que deseja ver a legenda. Vídeo hospedado no TED.


Tuesday, April 19, 2011

PSDB se tornou o partido da direita e dos ricos

Está na hora de trocar o tucano pelo gavião?
 

No blog da Dilma podem-se ler trechos da entrevista que o ex-ministro de FHC, Bresser Pereira, deu ao jornal Valor Econômico:

O ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira acaba de eliminar seu último vínculo com a política institucional: declarou-se desligado do PSDB — que, segundo ele, caminhou de forma definitiva para a direita ideológica. O desligamento partidário marca também o retorno do intelectual à sua origem desenvolvimentista.
Em entrevista a Maria Inês Nassif, do Valor Econômico, Bresser-Pereira admite que não escapou à sedução do neoliberalismo, nos anos 90. Mas define uma diferença de origem entre ele e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como intelectuais: o nacionalismo. Segundo o ex-ministro, a teoria da dependência associada, de Fernando Henrique, caiu como uma luva para a esquerda americana — não por intenção do autor mas por conveniência do “império”.

No governo, FHC não se contradisse: a teoria da dependência associada pregava o crescimento do país com capital externo. O caráter não nacionalista dos governos tucanos era absolutamente compatível com a teoria da dependência associada do intelectual Fernando Henrique.

Leia no blog da Dilma trechos da entrevista.

É Bresser Pereira quem diz: "Eu estava fazendo a reforma gerencial, que era uma reforma essencialmente para fortalecer o Estado social, pois era a reforma dos serviços sociais e científicos do Estado. Mas fiquei surpreso com duas coisas dentro do governo: uma, que não havia nenhuma perspectiva nacional, não havia nenhuma distinção entre empresa nacional e estrangeira."

Muito pelo contrário: Fernando Henrique dizia forte e firmemente que não havia essa diferença, que era tudo rigorosamente igual — e isso é bobagem, é coisa que os americanos e europeus contam para nós, mas nunca praticaram. Aquilo me deixava muito incomodado. E a outra coisa que me deixou muito incomodado foi a política econômica.
(...)
Fiz dois papers. Um, que se chama “O conceito de desenvolvimento do Iseb” e outro, mais interessante, que se chama “Do Iseb e da Cepal à teoria da dependência”, em que vou fazer a crítica da dependência.

Foi em 2004. Para fazer esse paper, fui rever as ideias do Fernando Henrique. Eu sabia que ele tinha deixado de ser esquerda, mas eu também tinha deixado um pouco de ser esquerda. Eu continuava um pouco e ele tinha deixado de ser mais do que eu. Mas o que não era claro para mim era a parte nacionalista, a parte de poupança externa, essas coisas.

Aí fui ler outra vez o livro clássico dele e do Enzo Faletto (Dependência e Desenvolvimento na América Latina). E vi que Fernando Henrique estava perfeitamente coerente. O que é a teoria da dependência? É uma teoria que vai se opor à teoria cepalina, ou isebiana, do imperialismo e do desenvolvimentismo, que defende como saída para o desenvolvimento uma revolução nacional, associando empresários, trabalhadores e governo, para fazer a revolução capitalista. O socialismo ficava para depois.

(...)Fernando Henrique e o Enzo Faletto disseram que (...) as multinacionais é que seriam a fonte do desenvolvimento brasileiro, cresceríamos com poupança externa. Era a subordinação ao império. Claro que o império ficou maravilhado. A teoria da dependência foi um grande sucesso — os outros liam e faziam suas interpretações.

Na prática, era uma maravilha: a esquerda americana, que se reúne nas conferências da Latin America Student Association, nos Estados Unidos, encontrava um homem democrático de esquerda que via nos Estados Unidos um grande amigo na luta pela justiça social. Quando fiz essa revisão, estava começando a romper com o PSDB.

Sunday, April 10, 2011

A mãe das trigêmeas

No caso das trigêmeas geradas por tecnologia reprodutiva no Paraná, sabe-se que o pai qur apenas duas delas, escolhendo as "mais sadias". Sabiamente, o Conselho Tutelar negou-lhe a guarda das filhas até o Tribunal se pronunciar. Mas, e a mãe? Glória Perez, no twitter, aponta artigo de Débora Diniz, que chama a atenção para uma questão importante: e a mãe das trigêmeas do Paraná, das quais o pai (seu marido) deseja rejeitar?

Assunto discutido no artigo E o que pensa a mãe?, de Débora Diniz, no Estadão.

http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,e-o-que-pensa-a-mae,704297,0.htm

Monday, April 04, 2011

A onipotência da ciência e da técnica: um sonho irrealizável

A Revista IHU, da Unisinos, publicou uma entrevista com o filósofo italiano Mario Signore, com o título A onipotência da ciência e da técnica: um sonho irrealizável.

O pensador afirma que o ser humano vive a ilusão de que um dia poderá dominar todas as forças da Natureza. Segundo ele, "continuaremos a ter medo, a sermos inseguros e isto nos torna irremediavelmente humanos".

Confira a entrevista:
A onipotência da ciência e da técnica: um sonho irrealizável
http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3726&secao=355


Caso não esteja mais disponível, avise que a postarei aqui.

Sunday, March 13, 2011

Tragédias naturais expõem perda da noção de limite

Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa, no século XVIII, que envolveu alguns dos principais pensadores da época. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas, construindo inclusive usinas nucleares nestas áreas. A idéia de limite se perdeu e a maioria das pessoas não parece muito preocupada com isso. O artigo é de Marco Aurélio Weissheimer.

Friday, March 04, 2011

Soldados de Kadhafi atacam Brega


Pelo jeito, os soldados de Kahhaffi - ou Gadhafe, ou sei lá como! Largaram o livro verde, as armas e caíram na farra!

Friday, February 04, 2011

Romário é flagrado jogando futevôlei em dia de sessão legislativa

| SRZD | Rio+ | 04/02/2011 |

Enquanto o execrado deputado federal semianalfabeto Tiririca compareceu à Câmara, cumprindo sua obrigação de deputado eleito, Romário (PSB) foi flagrado jogando futevôlei na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, durante a primeira sessão legislativa no Parlamento deste ano, nesta quinta-feira, segundo o jornal "Extra".

Segundo a publicação, Romário compareceu ao Congresso na parte da manhã, ganhou presença e voltou de avião para o Rio de Janeiro. A sessão não era deliberativa, não tinha presença obrigatória, e, por esse motivo, quem faltasse à sessão não teria descontos no salário.

Apesar disso, parlamentares de vários estados brasileiros estiveram presentes, apresentando 170 projetos de lei, uma emenda constitucional, cinco projetos resolução e três projetos de lei complementar. Entre eles, o depurato Jean Wyllys (Psol), o deputado Hugo Leal (PSC) e o deputado Otávio Leite (PSDB).

Romário é flagrado jogando futevôlei em dia de sessão legislativa
http://www.sidneyrezende.com/noticia/119722+romario+e+flagrado+jogando+futevolei+em+dia+de+sessao+legislativa

Thursday, February 03, 2011

Falece Maria Schneider, atriz de O Último Tango em Paris


A atriz Maria Schneider, protagonista de O Último Tango em Paris, faleceu aos 58 anos, ao que tudo indica, de câncer. Em 1972 ela estrelou o polêmico filme do diretor Bernardo Bertolucci, censurado, entre outros países, no Brasil, pelo moralismo de nossa Ditadura Militar.

O filme retratava a paixão entre um norte-americano quarentão (Marlon Brando) e uma jovem parisiense, por ela representada.

A cena mais famosa, que marcou a cultura pop, foi uma em que Brando a lubrifica com manteiga e a viola. A respeito dessa cena, a atriz afirmou que de fato se sentiu violada e que suas lágrimas foram verdadeiras. Explicou que só ficou sabendo o que aconteceria na hora da filmagem e que, felizmente, só foi rodado um "take".

Maria Schneider, de "O Último Tango em Paris", morre aos 58 anos
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/02/03/maria-schneider-de-ultimo-tango-em-paris-morre-aos-58-anos-923728152.asp

Morreu Maria Schneider, de «Último Tango em Paris»
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=181&id_news=492247


Morreu Maria Schneider de "Último Tango em Paris"
http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1774844&seccao=Cinema


Morreu actriz de ‘O Último Tango em Paris’
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/lazer/cultura/morreu-actriz-de-o-ultimo-tango-em-paris


Tiririca começa a saber o que faz um deputado

Tiririca começa a saber o que faz um deputado
| Congresso em Foco | 03/02/2011 |

Novato no Congresso, o deputado Tiririca (PR-SP) dedicou alguns minutos de seu terceiro dia de mandato para se informar sobre como marcar presença em plenário na Câmara. Ele consultou na tarde desta quinta-feira (3) a segurança da Casa para saber por que os teclados eletrônicos de presença não estavam funcionando. Como hoje é dia de sessão não-deliberativa, foi informado de que a anotação de presença é feita apenas nas entradas da Câmara.

“O senhor marca lá nos primeiros 15 dias. Depois, tem um funcionário que o identifica e faz a marcação para o senhor”, explicou o segurança a Tiririca. Há muito tempo, um grupo de servidores mais antigos reconhece os parlamentares pela fisionomia e faz a anotação de presença na Câmara assim que eles entram na Casa. Com Tiririca, certamente essa tarefa será mais fácil.

Depois de receber as instruções da segurança, o deputado mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, cumprimentou o colega Henrique Oliveira (PR-AM), que tem quase 2 metros de altura. “Ô, grandão...”, disse Tiririca.

Durante a campanha eleitoral, os dois usavam o mesmo número na urna: 2222. Na campanha de Henrique Oliveira no Amazonas, Tiririca aparecia ao lado do colega e dizia: “Você sabe o que é que um deputado federal faz? Na realidade eu não sei, mas o Henrique Oliveira vai me ensinar”. Em outra propaganda, chamava Henrique de “grandão” e “lindo”.

Anteontem (1º), Tiririca já havia dito que iria aprender com os colegas como ser deputado. “Vamos aprender com a galera toda aí, com os veterano, com os que estão chegando agora. Vamos aprender, se Deus quiser”, afirmou ele.

Na sua campanha eleitoral, Tiririca usava frases de efeito como “Vote no abestado”, “Vote em Tiririca. Pior que tá não fica”. O mais famoso era este: “Você sabe o que faz um deputado federal? Eu também não. Vote em mim que eu te conto”.

http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=politica&cod=9009

Monday, January 31, 2011

Governo federal estuda mudar remédio para hepatite C

SIS SAÚDE
12/01/2011

Interferon poderá ser oferecido por apenas um fabricante


Grupos de portadores de hepatite C vão entrar nesta semana com uma representação no Ministério Público Federal contra o Ministério da Saúde. O objetivo é obrigar a pasta a manter, na rede pública, o fornecimento de dois tipos de interferon peguilado - principal droga usada no tratamento da doença.

O SUS oferece atualmente o Interferon Alfa 2a - comercialmente conhecido como Pegasys e fabricado pela Roche - e o Interferon Alfa 2b - chamado Peg-Intron, da Merck Sharp & Dohme. O ministério estuda realizar uma licitação para comprar a droga de apenas um fabricante, a um custo mais baixo.

Embora tenham o mesmo princípio ativo, os dois medicamentos são metabolizados de forma diferente pelo organismo. "Existem pacientes que não respondem a uma droga e se curam com a outra. Portanto, é preciso manter as duas", afirma Francisco Martucci, do grupo C Tem Que Saber C Tem Que Curar.

Procurado pela reportagem, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informou que as duas fórmulas continuarão disponíveis. "Uma das formulações abastecerá a necessidade nacional, enquanto a outra será adquirida especificamente para completar o tratamento dos pacientes em uso, evitando interrupções, e para atendimento de situações especiais", diz a nota do departamento. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Autor: Redação
Fonte: G1

Via: SIS Saúde
http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=9470