No caso das trigêmeas geradas por tecnologia reprodutiva no Paraná, sabe-se que o pai qur apenas duas delas, escolhendo as "mais sadias". Sabiamente, o Conselho Tutelar negou-lhe a guarda das filhas até o Tribunal se pronunciar. Mas, e a mãe? Glória Perez, no twitter, aponta artigo de Débora Diniz, que chama a atenção para uma questão importante: e a mãe das trigêmeas do Paraná, das quais o pai (seu marido) deseja rejeitar?
Assunto discutido no artigo E o que pensa a mãe?, de Débora Diniz, no Estadão.
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,e-o-que-pensa-a-mae,704297,0.htm
Sunday, April 10, 2011
Monday, April 04, 2011
A onipotência da ciência e da técnica: um sonho irrealizável
A Revista IHU, da Unisinos, publicou uma entrevista com o filósofo italiano Mario Signore, com o título A onipotência da ciência e da técnica: um sonho irrealizável.
O pensador afirma que o ser humano vive a ilusão de que um dia poderá dominar todas as forças da Natureza. Segundo ele, "continuaremos a ter medo, a sermos inseguros e isto nos torna irremediavelmente humanos".
Confira a entrevista:
A onipotência da ciência e da técnica: um sonho irrealizável
http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3726&secao=355
Caso não esteja mais disponível, avise que a postarei aqui.
O pensador afirma que o ser humano vive a ilusão de que um dia poderá dominar todas as forças da Natureza. Segundo ele, "continuaremos a ter medo, a sermos inseguros e isto nos torna irremediavelmente humanos".
Confira a entrevista:
A onipotência da ciência e da técnica: um sonho irrealizável
http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3726&secao=355
Caso não esteja mais disponível, avise que a postarei aqui.
Sunday, March 13, 2011
Tragédias naturais expõem perda da noção de limite
Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa, no século XVIII, que envolveu alguns dos principais pensadores da época. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas, construindo inclusive usinas nucleares nestas áreas. A idéia de limite se perdeu e a maioria das pessoas não parece muito preocupada com isso. O artigo é de Marco Aurélio Weissheimer.
Friday, March 04, 2011
Soldados de Kadhafi atacam Brega
Pelo jeito, os soldados de Kahhaffi - ou Gadhafe, ou sei lá como! Largaram o livro verde, as armas e caíram na farra!
Friday, February 04, 2011
Romário é flagrado jogando futevôlei em dia de sessão legislativa
| SRZD | Rio+ | 04/02/2011 |
Enquanto o execrado deputado federal semianalfabeto Tiririca compareceu à Câmara, cumprindo sua obrigação de deputado eleito, Romário (PSB) foi flagrado jogando futevôlei na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, durante a primeira sessão legislativa no Parlamento deste ano, nesta quinta-feira, segundo o jornal "Extra".
Segundo a publicação, Romário compareceu ao Congresso na parte da manhã, ganhou presença e voltou de avião para o Rio de Janeiro. A sessão não era deliberativa, não tinha presença obrigatória, e, por esse motivo, quem faltasse à sessão não teria descontos no salário.
Apesar disso, parlamentares de vários estados brasileiros estiveram presentes, apresentando 170 projetos de lei, uma emenda constitucional, cinco projetos resolução e três projetos de lei complementar. Entre eles, o depurato Jean Wyllys (Psol), o deputado Hugo Leal (PSC) e o deputado Otávio Leite (PSDB).
Romário é flagrado jogando futevôlei em dia de sessão legislativa
http://www.sidneyrezende.com/noticia/119722+romario+e+flagrado+jogando+futevolei+em+dia+de+sessao+legislativa
Enquanto o execrado deputado federal semianalfabeto Tiririca compareceu à Câmara, cumprindo sua obrigação de deputado eleito, Romário (PSB) foi flagrado jogando futevôlei na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, durante a primeira sessão legislativa no Parlamento deste ano, nesta quinta-feira, segundo o jornal "Extra".
Segundo a publicação, Romário compareceu ao Congresso na parte da manhã, ganhou presença e voltou de avião para o Rio de Janeiro. A sessão não era deliberativa, não tinha presença obrigatória, e, por esse motivo, quem faltasse à sessão não teria descontos no salário.
Apesar disso, parlamentares de vários estados brasileiros estiveram presentes, apresentando 170 projetos de lei, uma emenda constitucional, cinco projetos resolução e três projetos de lei complementar. Entre eles, o depurato Jean Wyllys (Psol), o deputado Hugo Leal (PSC) e o deputado Otávio Leite (PSDB).
Romário é flagrado jogando futevôlei em dia de sessão legislativa
http://www.sidneyrezende.com/noticia/119722+romario+e+flagrado+jogando+futevolei+em+dia+de+sessao+legislativa
Thursday, February 03, 2011
Falece Maria Schneider, atriz de O Último Tango em Paris
A atriz Maria Schneider, protagonista de O Último Tango em Paris, faleceu aos 58 anos, ao que tudo indica, de câncer. Em 1972 ela estrelou o polêmico filme do diretor Bernardo Bertolucci, censurado, entre outros países, no Brasil, pelo moralismo de nossa Ditadura Militar.
O filme retratava a paixão entre um norte-americano quarentão (Marlon Brando) e uma jovem parisiense, por ela representada.
A cena mais famosa, que marcou a cultura pop, foi uma em que Brando a lubrifica com manteiga e a viola. A respeito dessa cena, a atriz afirmou que de fato se sentiu violada e que suas lágrimas foram verdadeiras. Explicou que só ficou sabendo o que aconteceria na hora da filmagem e que, felizmente, só foi rodado um "take".
Maria Schneider, de "O Último Tango em Paris", morre aos 58 anos
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/02/03/maria-schneider-de-ultimo-tango-em-paris-morre-aos-58-anos-923728152.asp
Morreu Maria Schneider, de «Último Tango em Paris»
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=181&id_news=492247
Morreu Maria Schneider de "Último Tango em Paris"
http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1774844&seccao=Cinema
Morreu actriz de ‘O Último Tango em Paris’
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/lazer/cultura/morreu-actriz-de-o-ultimo-tango-em-paris
Tiririca começa a saber o que faz um deputado
Tiririca começa a saber o que faz um deputado
| Congresso em Foco | 03/02/2011 |
Novato no Congresso, o deputado Tiririca (PR-SP) dedicou alguns minutos de seu terceiro dia de mandato para se informar sobre como marcar presença em plenário na Câmara. Ele consultou na tarde desta quinta-feira (3) a segurança da Casa para saber por que os teclados eletrônicos de presença não estavam funcionando. Como hoje é dia de sessão não-deliberativa, foi informado de que a anotação de presença é feita apenas nas entradas da Câmara.
“O senhor marca lá nos primeiros 15 dias. Depois, tem um funcionário que o identifica e faz a marcação para o senhor”, explicou o segurança a Tiririca. Há muito tempo, um grupo de servidores mais antigos reconhece os parlamentares pela fisionomia e faz a anotação de presença na Câmara assim que eles entram na Casa. Com Tiririca, certamente essa tarefa será mais fácil.
Depois de receber as instruções da segurança, o deputado mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, cumprimentou o colega Henrique Oliveira (PR-AM), que tem quase 2 metros de altura. “Ô, grandão...”, disse Tiririca.
Durante a campanha eleitoral, os dois usavam o mesmo número na urna: 2222. Na campanha de Henrique Oliveira no Amazonas, Tiririca aparecia ao lado do colega e dizia: “Você sabe o que é que um deputado federal faz? Na realidade eu não sei, mas o Henrique Oliveira vai me ensinar”. Em outra propaganda, chamava Henrique de “grandão” e “lindo”.
Anteontem (1º), Tiririca já havia dito que iria aprender com os colegas como ser deputado. “Vamos aprender com a galera toda aí, com os veterano, com os que estão chegando agora. Vamos aprender, se Deus quiser”, afirmou ele.
Na sua campanha eleitoral, Tiririca usava frases de efeito como “Vote no abestado”, “Vote em Tiririca. Pior que tá não fica”. O mais famoso era este: “Você sabe o que faz um deputado federal? Eu também não. Vote em mim que eu te conto”.
http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=politica&cod=9009
| Congresso em Foco | 03/02/2011 |
Novato no Congresso, o deputado Tiririca (PR-SP) dedicou alguns minutos de seu terceiro dia de mandato para se informar sobre como marcar presença em plenário na Câmara. Ele consultou na tarde desta quinta-feira (3) a segurança da Casa para saber por que os teclados eletrônicos de presença não estavam funcionando. Como hoje é dia de sessão não-deliberativa, foi informado de que a anotação de presença é feita apenas nas entradas da Câmara.
“O senhor marca lá nos primeiros 15 dias. Depois, tem um funcionário que o identifica e faz a marcação para o senhor”, explicou o segurança a Tiririca. Há muito tempo, um grupo de servidores mais antigos reconhece os parlamentares pela fisionomia e faz a anotação de presença na Câmara assim que eles entram na Casa. Com Tiririca, certamente essa tarefa será mais fácil.
Depois de receber as instruções da segurança, o deputado mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, cumprimentou o colega Henrique Oliveira (PR-AM), que tem quase 2 metros de altura. “Ô, grandão...”, disse Tiririca.
Durante a campanha eleitoral, os dois usavam o mesmo número na urna: 2222. Na campanha de Henrique Oliveira no Amazonas, Tiririca aparecia ao lado do colega e dizia: “Você sabe o que é que um deputado federal faz? Na realidade eu não sei, mas o Henrique Oliveira vai me ensinar”. Em outra propaganda, chamava Henrique de “grandão” e “lindo”.
Anteontem (1º), Tiririca já havia dito que iria aprender com os colegas como ser deputado. “Vamos aprender com a galera toda aí, com os veterano, com os que estão chegando agora. Vamos aprender, se Deus quiser”, afirmou ele.
Na sua campanha eleitoral, Tiririca usava frases de efeito como “Vote no abestado”, “Vote em Tiririca. Pior que tá não fica”. O mais famoso era este: “Você sabe o que faz um deputado federal? Eu também não. Vote em mim que eu te conto”.
http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=politica&cod=9009
Monday, January 31, 2011
Governo federal estuda mudar remédio para hepatite C
SIS SAÚDE
12/01/2011
Interferon poderá ser oferecido por apenas um fabricante
Grupos de portadores de hepatite C vão entrar nesta semana com uma representação no Ministério Público Federal contra o Ministério da Saúde. O objetivo é obrigar a pasta a manter, na rede pública, o fornecimento de dois tipos de interferon peguilado - principal droga usada no tratamento da doença.
O SUS oferece atualmente o Interferon Alfa 2a - comercialmente conhecido como Pegasys e fabricado pela Roche - e o Interferon Alfa 2b - chamado Peg-Intron, da Merck Sharp & Dohme. O ministério estuda realizar uma licitação para comprar a droga de apenas um fabricante, a um custo mais baixo.
Embora tenham o mesmo princípio ativo, os dois medicamentos são metabolizados de forma diferente pelo organismo. "Existem pacientes que não respondem a uma droga e se curam com a outra. Portanto, é preciso manter as duas", afirma Francisco Martucci, do grupo C Tem Que Saber C Tem Que Curar.
Procurado pela reportagem, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informou que as duas fórmulas continuarão disponíveis. "Uma das formulações abastecerá a necessidade nacional, enquanto a outra será adquirida especificamente para completar o tratamento dos pacientes em uso, evitando interrupções, e para atendimento de situações especiais", diz a nota do departamento. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Autor: Redação
Fonte: G1
Via: SIS Saúde
http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=9470
12/01/2011
Interferon poderá ser oferecido por apenas um fabricante
Grupos de portadores de hepatite C vão entrar nesta semana com uma representação no Ministério Público Federal contra o Ministério da Saúde. O objetivo é obrigar a pasta a manter, na rede pública, o fornecimento de dois tipos de interferon peguilado - principal droga usada no tratamento da doença.
O SUS oferece atualmente o Interferon Alfa 2a - comercialmente conhecido como Pegasys e fabricado pela Roche - e o Interferon Alfa 2b - chamado Peg-Intron, da Merck Sharp & Dohme. O ministério estuda realizar uma licitação para comprar a droga de apenas um fabricante, a um custo mais baixo.
Embora tenham o mesmo princípio ativo, os dois medicamentos são metabolizados de forma diferente pelo organismo. "Existem pacientes que não respondem a uma droga e se curam com a outra. Portanto, é preciso manter as duas", afirma Francisco Martucci, do grupo C Tem Que Saber C Tem Que Curar.
Procurado pela reportagem, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informou que as duas fórmulas continuarão disponíveis. "Uma das formulações abastecerá a necessidade nacional, enquanto a outra será adquirida especificamente para completar o tratamento dos pacientes em uso, evitando interrupções, e para atendimento de situações especiais", diz a nota do departamento. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Autor: Redação
Fonte: G1
Via: SIS Saúde
http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=9470
Friday, December 17, 2010
Censura à campanha da ATEA é preconceito e obscurantismo
Por: Geraldo Galindo (*)
"Samária levará sobre si a sua culpa, porque se rebelou contra o seu Deus; cairá à espada; seus filhinhos serão despedaçados, e as suas mulheres grávidas serão fendidas" (de Oseias 13:16).
Inaceitável, mas previsível. A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (www.atea.org.br) idealizou uma campanha de combate ao preconceito contra os livre-pensadores - pessoas que não se dobram, não se submetem e nem se amedrontam diante dos dogmas, ameaças e chantagens dos livros “sagrados”. Salvador foi escolhida com uma das três capitais para veicular nos ônibus as mensagens da entidade sediada em São Paulo. A primeira iniciativa surgiu em Londres, passou por Madri, chegou ao EUA e Canadá e agora chegaria ao Brasil, país essencialmente cristão, onde a laicidade do estado assegurada na constituição é rigorosamente uma farsa – basta ver as bíblias e os símbolos do cristianismo no parlamento, no judiciário e nas demais repartições públicas.
A empresa Fast Mídia, responsável pela publicidade nos ônibus em Salvador, suspendeu a veiculação das peças alegando, segundo a imprensa, que “ a publicação contraria Lei Municipal que versa sobre proibição de anúncios que favoreçam ou estimulem qualquer espécie de ofensa ou discriminação racial, sexual, social ou religiosa.
Antes de entrar no mérito dos argumentos acima, diria que nós ateus, até mesmo entre amigos e parentes somos vistos assim: apesar de ateu, é gente boa, ou seja, ateu é sinônimo da perversão, de criminalidade, de violência e de tudo de ruim que possa existir, quando isso é rigorosamente falso. Um estudo feito nos Estados Unidos indica que ao contrário do que possa parecer, quanto mais o estado é religioso, maior é o índice de criminalidade. Quanto menos religiosidade, menos violência. Pesquisas nos colocam como o segmento mais rejeitado na sociedade – estamos empatadados com os usuários de drogas, grupo pelo qual devotamos imenso respeito e solidariedade. 42% da população sentem antipatia ou coisa pior por aqueles que não acreditam em seres extraordinários, como deuses, santos, bruxas, saci-pererê, boitatá, fantasmas etc.
Para ilustrar o quadro, colocaria aqui o trecho de um artigo de uma pessoa supostamente avançada e progressista, o nosso amigo Frei Beto, que a propósito de defender a presidente Dilma de não ser atéia, saiu com essa pérola:
“nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar com violência, os templos vivos de deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento”. Não tem muitos dias, o famoso apresentador Datena detonou os ateus, os associando à violência e à criminalidade que assolam o país (sobre esse tema escreverei um artigo específico). O desafio que faria ao primeiro seria que encontrasse um único torturador que não se declare cristão e ao outro de identificar um único bandido que se diga ateu. A propósito, o que dizer dos crimes de pedofilia perpetrados por padres protegidos por seus superiores? Seriam ateus esses criminosos vestidos de bata com seus enormes crucifixos? Tem coisa mais violenta que o trecho bíblico que abre esse texto? A bíblia sentencia de morte não só os que não acreditam em deus, mas também os que acreditam em outros deuses.
Mas voltemos às peças publicitárias e aos argumentos da Fast Mídia. A primeira peça traz foto de Charles Chaplin ao lado da de Hitler, dizendo que o primeiro é ateu e o segundo um cristão e conclui: “religião não define o caráter”. O que tem de ofensivo ou discriminatório a quem quer que seja essa afirmativa peremptoriamente verdadeira? A mensagem quer esclarecer aos cristãos pouco esclarecidos que para ter caráter não necessariamente tem que se acreditar em deuses, ao contrário do que eles aprendem nas igrejas e templos.
A segunda traz um desenho de três deuses e a mensagem: “somos todos ateus com os deuses dos outros. Isso quer dizer que quando um cristão não acredita em outro deus ele também é em certa medida ateu, da mesma forma que os devotos do outro deus não acreditam no deus cristão. A nossa diferença para os crentes em todos os deuses, é que eles só acreditam em um deus a mais do que nós e nós concordamos com os argumentos deles pra dizer que os outros deuses não existem, mas também não acreditamos no dele.
A terceira diz que a fé não dá respostas, só impede perguntas. Isso quer dizer que os livros "sagrados" não oferecem respostas a perguntas fundamentais e que terminam por se transformar numa prisão para os adeptos. A última divulga: " se deus existe, tudo é permitido". É uma contraposição a uma frase de Dostoievski, no livro Os Irmãos Karamazovsk, onde um dos maiores escritores do mundo afirma que "sem deus, tudo é permitido", o que pode levar a crer que os não crentes sejam capazes de atos imorais. A Santa Inquisição as Cruzadas da Igreja Católica não foram feitas em nome de deus? Os muçulmanos que destroçaram as torres gêmeas não o fizeram em nome do profeta Maomé?
Veja como o gerente da empresa de veiculação é taxativo na entrevista ao A Tarde: “Não vamos veicular. No meu entender, está clara a ofensa religiosa”. Na verdade, o que está claro aqui, não é nenhuma ofensa religiosa, mas o preconceito que o tal gestor e boa parte da população tem contra os ateus e agnósticos. O problema é que, ao bloquear uma propaganda que não tinha nenhuma ofensa aos tementes a deus, a repercussão do fato foi até maior do que umas poucas placas que circulariam pelas ruas da cidade. Mas, para assegurar a liberdade de expressão e de ter e não ter religião, tomaremos medidas jurídicas para que o obscurantismo não prevaleça sobre liberdade.

Geraldo Galindo é membro da ATEA
"Samária levará sobre si a sua culpa, porque se rebelou contra o seu Deus; cairá à espada; seus filhinhos serão despedaçados, e as suas mulheres grávidas serão fendidas" (de Oseias 13:16).
Inaceitável, mas previsível. A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (www.atea.org.br) idealizou uma campanha de combate ao preconceito contra os livre-pensadores - pessoas que não se dobram, não se submetem e nem se amedrontam diante dos dogmas, ameaças e chantagens dos livros “sagrados”. Salvador foi escolhida com uma das três capitais para veicular nos ônibus as mensagens da entidade sediada em São Paulo. A primeira iniciativa surgiu em Londres, passou por Madri, chegou ao EUA e Canadá e agora chegaria ao Brasil, país essencialmente cristão, onde a laicidade do estado assegurada na constituição é rigorosamente uma farsa – basta ver as bíblias e os símbolos do cristianismo no parlamento, no judiciário e nas demais repartições públicas.
A empresa Fast Mídia, responsável pela publicidade nos ônibus em Salvador, suspendeu a veiculação das peças alegando, segundo a imprensa, que “ a publicação contraria Lei Municipal que versa sobre proibição de anúncios que favoreçam ou estimulem qualquer espécie de ofensa ou discriminação racial, sexual, social ou religiosa.
Antes de entrar no mérito dos argumentos acima, diria que nós ateus, até mesmo entre amigos e parentes somos vistos assim: apesar de ateu, é gente boa, ou seja, ateu é sinônimo da perversão, de criminalidade, de violência e de tudo de ruim que possa existir, quando isso é rigorosamente falso. Um estudo feito nos Estados Unidos indica que ao contrário do que possa parecer, quanto mais o estado é religioso, maior é o índice de criminalidade. Quanto menos religiosidade, menos violência. Pesquisas nos colocam como o segmento mais rejeitado na sociedade – estamos empatadados com os usuários de drogas, grupo pelo qual devotamos imenso respeito e solidariedade. 42% da população sentem antipatia ou coisa pior por aqueles que não acreditam em seres extraordinários, como deuses, santos, bruxas, saci-pererê, boitatá, fantasmas etc.
Para ilustrar o quadro, colocaria aqui o trecho de um artigo de uma pessoa supostamente avançada e progressista, o nosso amigo Frei Beto, que a propósito de defender a presidente Dilma de não ser atéia, saiu com essa pérola:
“nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar com violência, os templos vivos de deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento”. Não tem muitos dias, o famoso apresentador Datena detonou os ateus, os associando à violência e à criminalidade que assolam o país (sobre esse tema escreverei um artigo específico). O desafio que faria ao primeiro seria que encontrasse um único torturador que não se declare cristão e ao outro de identificar um único bandido que se diga ateu. A propósito, o que dizer dos crimes de pedofilia perpetrados por padres protegidos por seus superiores? Seriam ateus esses criminosos vestidos de bata com seus enormes crucifixos? Tem coisa mais violenta que o trecho bíblico que abre esse texto? A bíblia sentencia de morte não só os que não acreditam em deus, mas também os que acreditam em outros deuses.
Mas voltemos às peças publicitárias e aos argumentos da Fast Mídia. A primeira peça traz foto de Charles Chaplin ao lado da de Hitler, dizendo que o primeiro é ateu e o segundo um cristão e conclui: “religião não define o caráter”. O que tem de ofensivo ou discriminatório a quem quer que seja essa afirmativa peremptoriamente verdadeira? A mensagem quer esclarecer aos cristãos pouco esclarecidos que para ter caráter não necessariamente tem que se acreditar em deuses, ao contrário do que eles aprendem nas igrejas e templos.
A segunda traz um desenho de três deuses e a mensagem: “somos todos ateus com os deuses dos outros. Isso quer dizer que quando um cristão não acredita em outro deus ele também é em certa medida ateu, da mesma forma que os devotos do outro deus não acreditam no deus cristão. A nossa diferença para os crentes em todos os deuses, é que eles só acreditam em um deus a mais do que nós e nós concordamos com os argumentos deles pra dizer que os outros deuses não existem, mas também não acreditamos no dele.
A terceira diz que a fé não dá respostas, só impede perguntas. Isso quer dizer que os livros "sagrados" não oferecem respostas a perguntas fundamentais e que terminam por se transformar numa prisão para os adeptos. A última divulga: " se deus existe, tudo é permitido". É uma contraposição a uma frase de Dostoievski, no livro Os Irmãos Karamazovsk, onde um dos maiores escritores do mundo afirma que "sem deus, tudo é permitido", o que pode levar a crer que os não crentes sejam capazes de atos imorais. A Santa Inquisição as Cruzadas da Igreja Católica não foram feitas em nome de deus? Os muçulmanos que destroçaram as torres gêmeas não o fizeram em nome do profeta Maomé?
Veja como o gerente da empresa de veiculação é taxativo na entrevista ao A Tarde: “Não vamos veicular. No meu entender, está clara a ofensa religiosa”. Na verdade, o que está claro aqui, não é nenhuma ofensa religiosa, mas o preconceito que o tal gestor e boa parte da população tem contra os ateus e agnósticos. O problema é que, ao bloquear uma propaganda que não tinha nenhuma ofensa aos tementes a deus, a repercussão do fato foi até maior do que umas poucas placas que circulariam pelas ruas da cidade. Mas, para assegurar a liberdade de expressão e de ter e não ter religião, tomaremos medidas jurídicas para que o obscurantismo não prevaleça sobre liberdade.

Geraldo Galindo é membro da ATEA
Sunday, November 21, 2010
midia contra Dilma
Emiliano José, jornalista e escritor, militante de longa data da luta por liberdade - não a liberdade dos falsos, que a querem só para si, mas a liberdade DA verdade, a liberdade DE verdade, aquela que dá a todos o direito de opinar.
Emiliano escreve um artigo emocionantemente indignado sobre mais essa baixaria da mídia hegemônica do Brasil, os Globos e Folhas e Estadões. Essa mídia, controlada por umas pouquíssimas famílias encasteladas em suas casas-grandes, insiste em pinçar detalhes do inquérito que a Ditadura fez sobre Dilma Roussef, nossa presidenta, já mostrando o tom que dará ao notíciário que ocupará nossas noites nos próximos quatro anos.
Veja o artigo de Emiliano, depois volte para cá:
Mídia, golpes e tortura
Cabem uns comentários meus:
Tentando diminuir os sucessos da política econômica, o Jornal Nacional e seus clones vêm sistematicamente insistindo que o certo é não gastar nesse Natal. O aumento da inadimplência do mês passado para este ganha tons tenebrosos. Os sucessos viram perigo!
Cabe ainda uma pergunta, que talvez Emiliano não tenha cogitado: até entendo por que os profissionais antigos da mídia, velhas macacas de auditório da Ditadura, insistam em bombardear os resultados deste Governo. Mas o que lamento é que as novas gerações, insistentemente rotuladas de Geração Y, assumam esse mesmo discurso, defendendo com naturalidade o que a Ditadura fez. O Brasil não teve um Baby Boom e, por isso, não tem baby boomers. Mas os jovens criados teclando em computador acreditam nessas patacoadas e inflam seus egos, achando que não dá pra confiar em quem tem mais de 30, e lutou pelo mundo em que eles vivem, mas voltem sua fé para quem tem mais de 70, e fez tudo para roubar para si o futuro de nosso País.
Emiliano escreve um artigo emocionantemente indignado sobre mais essa baixaria da mídia hegemônica do Brasil, os Globos e Folhas e Estadões. Essa mídia, controlada por umas pouquíssimas famílias encasteladas em suas casas-grandes, insiste em pinçar detalhes do inquérito que a Ditadura fez sobre Dilma Roussef, nossa presidenta, já mostrando o tom que dará ao notíciário que ocupará nossas noites nos próximos quatro anos.
Veja o artigo de Emiliano, depois volte para cá:
Mídia, golpes e tortura
Cabem uns comentários meus:
Tentando diminuir os sucessos da política econômica, o Jornal Nacional e seus clones vêm sistematicamente insistindo que o certo é não gastar nesse Natal. O aumento da inadimplência do mês passado para este ganha tons tenebrosos. Os sucessos viram perigo!
Cabe ainda uma pergunta, que talvez Emiliano não tenha cogitado: até entendo por que os profissionais antigos da mídia, velhas macacas de auditório da Ditadura, insistam em bombardear os resultados deste Governo. Mas o que lamento é que as novas gerações, insistentemente rotuladas de Geração Y, assumam esse mesmo discurso, defendendo com naturalidade o que a Ditadura fez. O Brasil não teve um Baby Boom e, por isso, não tem baby boomers. Mas os jovens criados teclando em computador acreditam nessas patacoadas e inflam seus egos, achando que não dá pra confiar em quem tem mais de 30, e lutou pelo mundo em que eles vivem, mas voltem sua fé para quem tem mais de 70, e fez tudo para roubar para si o futuro de nosso País.
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